pq comigo mesmo não há fim - fim, ah não! mesmo comigo, por quê?
pra um diálogo com vc:
eu tento
eu sento
eu paro
eu falo tanto eu q ja não sei ... se falo ou calo
eu para mim
egoína

Quase bebi de meu próprio antídoto. O q fabrico é unicamente para matar a mim mesmo .
Meu venêno é vermelho, o cheiro é pesado, seco e quente, a dor da nó nos músculos da boca ao cú, formando um laço de tubo digestivo...
eu sobrevivo em mim mesmo, me rotulam d egoísta_egoína* - pq acham q não Há luta em mim mesmo _ para ser EU _ em VOCê... . . . . . . . . . . . . . .
lou-
...eu sinto aquilo q não vejo em mim

.... deixar feliz tbm em mim ou fora d mim !
chora
Cartola
rela-ci - )de( - ona-mentos

M.Safouan - (por) Regina Steffen
é - di - po

Na casa coletiva o apartamento familiar e a intimidade pessoal baseavam-se numa relação com o vizinho definido como aliado, de modo que as relações interfamiliares eram coextensivas ao campo social. Mas, pelo contrário, nessa nova situação, produz-se ((uma fermentação abusiva dos elementos do casal sobre si próprios)) e sobre os filhos, de modo que a família restrita fecha-se num microcosmo expressivo em que cada um dos membros reflete a sua própria linhagem enquanto se torna cada vez mais estranho às transformações sociais e produtivas.
O Édipo é uma espécie de eutanásia do etnocídio. Quanto mais a reprodução social escapa em natureza e extensão aos membros do grupo, mais se rebate sobre eles ou os rebate sobre uma reprodução familiar restrita e neurotizada cujo agente é o Édipo.
Porque o Édipo não é só um processo ideológico, mas é também o resultado da destruição do meio ambiente, do habitat, etc.
prazer carnal

Será que a mulher é vista como um envelope carnal e social e esta apenas num lugar de passagem da criança e do homem ?
Que é através dos oríficios femininos que ela tem acesso ao seu mundo interno, o que se reflete na percepção do externo???
Tem horas que estranho a psicanálise ... ou será a sociedade?
__
Grafite - Banksy
quem precisa de ordem?

*Com todo respeito quero mostrar uma pequena fabulazinha.
Me falaram sobre uma floresta distante, onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam. Os urubus, bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza, que haviam de se tornarem grandes cantores.Abriram escolas e importaram professores, aprenderam dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais. Apartir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas até que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram os canários e periquitos para um rigoroso inquérito. Cade os documentos de seus concursos? (indagaram) E os pobres passarinhos se olharam assustados, nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles, seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar, naturalmente cantavam.
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus. E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás.
Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás.
psicologia institucional

O que é novo em relação ao controle sobre o ser humano é a sua interiorização, hoje não são necessárias tantas punições para reprimir uma pessoa.
* ideais, valores, estilo de vida e estruturas da personalidade
chupa essa manga

Um calor intenso estranho invade aos poucos o meu peito
É uma paixão incontrolável eu não consigo resistir
Comprar, comprar, gastar, torrar
Eu não vivo sem consumir
Sou o gatilho mais rápido do oeste
Com um American Express na mão
Já tenho 3 rifles em casa
E não vejo a hora de sacar mais uma vez a carteira
Aquela belezura prateada e automática
Logo, logo reforçará a minha coleção
Soy loco por carros novos
Um modelo pra cada ocasião
Vibro imaginando a quantidade de ozônio devastado
Cada vez que acelero meu novo 4/4
Se alguns desses abraçadores de lagoas
Estão mesmos dispostos a perder seu sono com isso
Vão em frente!
Quanto a mim estou ocupado demais
Tentando decidir como investir e gastar bem meu dinheiro
Liberdade, Liberdade!
Regulação é o mesmo que censura
Dane-se o planeta!
Dane-se as futuras gerações!
E é por isso Sol
Que eu sou apaixonado
Sou fanático e posso até morre por ti América
Eu tive um sonho
Diante da minha nova TV de 500 canais
Me deparei com um estranho episódio dos Simpsons
A Floresta Amazônica havia se transformado num imenso deserto americano
Conheci a doce e ingênua Solange trabalhando pro lá
Num dos milhares de postos da TEXACO
Ela atendia a todos que paravam com o mesmo sorriso largo
Dizendo “bem vindo ao deserto do real”
Convidei-a para um café e ela terminou me contando
Que tinha acabado de chegar da América
Triste, desolada, confessou que tinha sido deportada.
Pra minha surpresa Solange topou viajar comigo de Ultraleve
A centésima parada foi numa praia deserta próximo a Tihuana no México
Olha o Sol tingindo a madrugada...
Quando ela menos esperava estávamos sobrevoando a noite de balão
O trecho do muro daquele imenso muro que adentra o pacífico
Solange no entanto não se alegro
É difícil viver na clandestinidade ela lembrou
Então eu lhe contei que seus problemas tinham acabado
Pois eu conhecia uma maneira muito simples de conseguir o Green Cardé só a gente se alistar para o glorioso exercito americano
Em pouco tempo nos tornaríamos fuzileiros
E viveríamos juntos, felizes e totalmente realizados
Torturando aqueles vermes mulçumanos na base de Guatánamo em Cuba.
Um calor intenso estranho invade aos poucos o meu peito
Acordei suado e triste por ainda está aqui
Mas de toda forma saiba
AméricaYo soy loco por ti!
AméricaYo soy loco por ti!
AméricaYo soy loco por ti!
Mundo Livre S/A
sexo
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Você é normal?

Infelizmente nós temos uma crença bastante enraizada de que tudo o que a maioria das pessoas pensam, sentem, acreditam ou fazem deve ser considerado normal e servir de padrão para o comportamento de todas as outras.
Os estudos que se preocupam com as origens do sofrimento, das doenças, das guerras, das violências questionam seriamente se vale a pena seguir este padrão de pessoa “normal” e acredito que se subentende claramente que não.
Muitas normas sociais, atuais ou passadas, levam ou levaram ao sofrimento (moral ou físico) indivíduos e grupos.
O problema maior é que este conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria de uma determinada população se tornaram inconscientes e levaram muitas pessoas à sofrimentos, doenças ou mortes, pois são executados sem que suas vítimas tenham consciência desta natureza patológica.
Salvo quando esta pessoa possui condição financeira suficiente para fazer uma boa terapia, já que o trabalho na clínica da psicologia envolve o processo de tornar consciente de alguma maneira estes conteúdos inconscientes.
Errar em nosso caminho é melhor que acertar em caminho alheio.

Existe um documentário no youtube chamado La mancha, muito interessante, com uma idéia muito boa apesar de subversiva, do tipo daqueles que deveria vir com a frase “crianças não tentem fazer isso em casa”. O vídeo nos leva a pensar a questão de como, em nossas vidas, somos levados por sinais que não nos possibilitam seguir nossas vontades.
Descobrir seu caminho encontrar-se com seu desejo, é um treino difícil e doloroso, principalmente no início. Mas nem tudo na vida pode começar de um jeito perfeito e belo, então não deixe de dar o primeiro passo mesmo que seja como um tolo. Neste ponto deve andar a psicologia com seus clientes - como na auto-escola “ensinar” as pessoas a dirigirem suas vidas sozinhas e seguirem seu caminho.
conto de fadas

Além de divertir as crianças, esclarecem sobre si mesmo e favorecem o desenvolvimento de sua personalidade, ajudando a lidar com situações que levam as repercussões psicológicas.
As crianças, através dos contos, podem externalizar seus conteúdos internos com mais facilidade, tornando-os compreensíveis enquanto representados pelas figuras da história e seus incidentes. Assim, a criança pode encontrar um meio para dar vazão aos conflitos internos presentes em sua vida.
A natureza irrealista destes contos torna óbvio que a preocupação do conto de fadas não é uma informação útil sobre o mundo exterior e, sim, sobre os processos interiores que ocorrem no indivíduo.
re-lacionamento
Frequentar a casa dela, sinal de alerta, perigo a vista
É hora de se despedir dos amigos, das baladas homéricas e das farras intermináveis
Mais o legal é quando mesmo depois de alguns anos de clausura, você acorda ao lado da sua amada e se descobre um felizardo

Esta criança,
não está aí,
é apenas um ângulo,
o ângulo que há-de vir,
e não há ângulos...
Ora este mundo do pai-mãe é precisamente o que tem de desaparecer,
é este mundo duplicado-duplo,
em estado de desunião constante,
com vontade de unificação constante também...
em torno do qual gira todo o sistema deste mundo,
malignamente sustentado pela mais lúgubre organização.
Antonin Artaud
fechadura

Existe uma grande dificuldade em expressar com palavras várias questões do comportamento humano. Deixar para que a arte, com suas sensíveis ilustrações fale do que é tão difícil escrever, é uma boa saída. Uma música e um filme tiveram sacadas incríveis e muito interessantes para pensar várias questões da vida como ela é.
O filme é o nacional de Heitor Dhalia, "O cheiro do ralo”. Suas metáforas são muitos boas e falam de uma questão masculina bem evidente, que é o prazer em ver o corpo feminino. A imagem por si só deste corpo, que estimula prazer e acaba afastando o ator do filme de sentir algo mais em sua vida, traz um sofrimento nem sempre notado pelo homem.
A música "Armadura", do Otto, também trilha este caminho. Com este nome, que é praticamente um trocadilho com arma-dura, o homem com sua pele dura olha pelo buraco da fechadura e diz que não pode ter a tal felicidade. Ou melhor, não pode ver a tal felicidade.
Pensar sobre esse filme e essa música pode nos dar a idéia de que muitos de nossos sentidos perdem seus valores e outros são supervalorizados de maneira enlouquecida, como no caso da visão. Assim, dentre nossos cinco sentidos que aprendemos a diferenciar quando criança, tato, olfato, paladar, audição e visão, apenas esta última é estimulada com mais intensidade por nossa sociedade. Por quê?
sexualidade, um corpo aprisionado.
Os fatores externos que aprisionam o corpo são produzidos por instituições, normas, leis, mecanismos econômicos e toda uma tecnologia política complexa, cuja finalidade é captar, e usar em seu beneficio a sexualidade individual e coletiva.
Para o crescimento do mercado capitalista é importante produzir corpos economicamente úteis, para que assim seja, eles devem se tornar e se constituir como seus próprios vigias, adestrando e lhes inculcando hábitos primários desde a infância. Quanto mais simples estes gestos e hábitos, mais fundamentais, mais determinantes.
A civilização significa disciplina, e por sua vez implica controle dos impulsos interiores, controle este que para ser eficaz, tem de ser interno. Quem sabe a psicologia faça um caminho inverso a esse, libertando as pessoas.
liberda - de - vir

Esse programa funciona como um dispositivo da sociedade de controle, mostra o objetivo do jogo que é formar os atores adequados, docilizados, como requer uma boa personalidade capitalista e tal como são seus alunos-telespectadores.
Também esta presentes essa função nas novelas, nos filmes e nos noticiários que mostram esse modo de viver tão demonstrado como desejável, verdadeiro e via única de sucesso desse mundo que demanda que sejamos como dita a burguesia. Um mundo que reconhecemos ser falso, mas que nada fazemos para mudar, talvez porque falte atitude.
Deveríamos recusar essa sociedade da vigilância: que observa, controla, espiona, registra e acompanha cada um de nossos movimentos. Mesmo se precisarmos por algum momento fechar os olhos ou colocar uma máscara para esconder nossas identidades, porque assim recuperamos o poder de nossos atos ou porque caracterizados nós sentimos segurança de uma forma engraçada e nos tornamos visíveis.
É uma pena que as pessoas não podem ver todo esse controle e sair as ruas reivindicando: EU NÃO QUERO COMPRAR COMO SOU!
idade da terra (1980)
Esse filme estaria para o cinema talvez como um quadro de Picasso. Os críticos estão querendo uma pintura acadêmica, quando já estou dando uma pintura do futuro.
Na criação artística o maior empecilho é o medo. Os autores que criaram grandes obras na América Latina venceram o medo para não sucumbir ao terrorismo do complexo de inferioridade. Eu, inclusive, rompi este complexo no berro.
Eu não tenho medo de criar, se tiver engenho e arte vou em frente. É necessário não ser babaca, pois a babaquice é o maior inimigo do artista.
Arnaldo Carrilho me disse uma vez diante das ruínas de Pompéia (era um domingo entre janeiro e março de 1965) que Simon Bolívar subiu no Vesúvio e de lá meditou sobre a América Latina: daí partiu para sua ação política. Verdade ou mentira quero partir do vulcão".
Glauber Rocha
fuga
