O APRISIONAMENTO DO CORPO E A FORMAÇÃO DA SEXUALIDADE

Introdução
O estudo psicanalítico sobre formação da sexualidade tem-se remetido à análise de questões culturais importantes para a compreensão desse aspecto da vida humana. Uma dessas questões diz respeito a barreiras ou repressões que são exigências advindas do processo de socialização, quando o individuo deixa de realizar comportamentos ditos naturais, como o dos animais, para adaptá-los as exigências da sociedade. Portanto, é através desse processo de repressões sexuais que muitos conflitos psíquicos são criados, aparecendo assim à necessidade do trabalho clinico psicanalítico.
Nesse projeto, foram apontadas características subjetivas, ou seja, aspectos não explícitos no funcionamento destas repressões, lembrando que determinadas características variam entre diferentes culturas. Mas, a existência de leis e normas sempre estará presente na vida em sociedade.
Toda sexualidade ocidental vem ao longo dos anos sendo atravessada pela cultura, principalmente, pela cultura dominante. Podemos dizer que as transformações ocorridas desde os séculos XVII e XVIII são resultados de uma ideologia que nos é imposta pelo sistema capitalista que aprisiona nossos corpos, levando à repressão de desejos sexuais naturais.
Estes desejos, em psicanálise, estão ligados à pulsão e clarificam o entendimento de sua naturalidade. Segundo Kehl (apud Novais 1988):
”As manifestações mais primitivas das pulsações de vida, são da defesa da sobrevivência do individuo – que buscam manter o organismo nesse estado de preservação (e movimento) da forma. Que buscam o sono, o alimento a excreção de toda a matéria tóxica do organismo; que buscam água, o ar e o calor. A estas se mesclam as pulsões eróticas que buscam de certa forma estas mesmas coisas, em seu estado de fusão inicial com o corpo materno calor, o repouso, o alimento que Eros procura ele procura sob a forma de contato com outro ser vivo - e seu poder de irradiação é tão violento que ele contamina (erotiza) o grupo das pulsões de vida”( p. 452).




Os fatores externos de aprisionamento do corpo são, segundo Muraro (1983), produzidos por instituições, normas, leis, mecanismos, econômicos e toda uma tecnologia política complexa, cuja finalidade é captar, e usar em seu beneficio a sexualidade individual e coletiva. Para o crescimento do mercado capitalista é importante produzir corpos economicamente úteis e, para que assim seja, eles devem se tornar e se constituir como seus próprios vigias, adestrando e lhes inculcando hábitos primários desde a infância. Quanto mais simples estes gestos e hábitos, mais fundamentais, mais determinantes.
Para Foucault (apud: Jacarandá, 2004), as instituições modernas instituem uma relação perversa pelos benefícios oferecidos ao sujeito, que ele chama, em A História da Sexualidade, de “a hipótese repressiva”. Segundo Giddens (1993), a civilização significa disciplina, e por sua vez implica controle dos impulsos interiores controle este que, para ser eficaz, tem de ser interno.
Ou seja, quem fala em modernidade, fala em superego. Foucault (1985) em seu discurso sobre a política do poder nos mostra que a modernidade pode ser entendida através do projeto de inclusão dos indivíduos em relações de forças intrinsecamente políticas. Temos então uma sexualidade capturada pelo sistema capitalistas e que na clinica de psicologia possui um de seus poucos espaços aceitos pela sociedade para a realização, mesmo que apenas através do discurso, de fantasias e desejos naturais aos indivíduos.



É importante para o ser humano reconhecer sua dimensão sociocultural. Segundo Muraro (1983), a necessidade do corpo não estar aprisionando é que; “o corpo é a base da percepção e organização da vida humana, tanto no seu sentido biológico como social. Assim, falar andar, olhar, são modos socialmente determinados de sentir e pensar e toda uma visão de mundo. Esta visão passa pela divisão social do trabalho e posturas, modos de ser considerados masculinos e femininos e através deles meninos e meninas se identificam com seu sexo, tal como ele é socialmente definido. Dai a cisão cultural da visão do mundo do homem e da mulher. Assim qualquer gesto envolve o reconhecimento de uma ordem política dada, que distingue a posição hierárquica dos homens, das mulheres, das idades, etc “(p.23).
Para que melhor possamos entender estas questões culturais da formação sexual, falamos agora sobre o tabu da virgindade que evidencia de forma clara essa apropriação do corpo e sua transformação. Não descartamos a importância de outros, mas este exemplo demonstra a cisão cultural de nossa sociedade e a subordinação do desejo feminino ao masculino.
A virgindade como é referida nas obras de Freud (1918) é uma exigência que o homem faz á moça, de que ela não leve para seu casamento qualquer lembrança de relações sexuais com outros; ou seja, nada mais é que a essência da monogamia influenciada pela nossa cultura patriarcal, onde o homem tinha necessidade da garantia de que apenas seus filhos legítimos recebessem sua herança. Não há muita dificuldade para perceber que o homem teve um poder sobre a mulher neste tabu. Autores mais recentes nos apontam grandes transformações num sentido de liberdade feminina. Segundo Lillian Rubin (apud Giddens 1993):
“A virgindade antes do casamento, por parte das garotas era apreciada por ambos os sexos. Poucas garotas revelam o fato de permitirem a um namorado uma relação sexual completa – e muitas só admitiam que tal coisa acontecesse se estivessem formalmente comprometidas com o rapaz em questão.



As garotas mais sexualmente ativas eram depreciadas pelas outras, assim como pelos próprios homens que buscavam “se aproveitar” delas. Assim como a reputação das garotas estava apoiada em sua capacidade de resistir, ou conter, os avanços sexuais, a dos rapazes dependia das conquistas sexuais que poderiam realizar. Quando observarmos a atividade sexual dos adolescentes hoje, da garota decente/garota vadia ainda se aplica em certo grau, como a ética da conquista masculina. Mas outras atitudes, por parte de muitas adolescentes em particular, mudaram radicalmente. As garotas tem o direito de se envolver na atividade sexual, em qualquer idade que lhe pareça apropriada”(p.19).
A proposta desse projeto foi evidenciar ainda mais este e buscar outros novos exemplos dos mecanismos de aprisionamento do corpo, através de um estudo sobre a sexualidade e suas evoluções, para assim auxiliar no trabalho clinico, em psicanálise.
O presente projeto referiu-se a barreiras impostas pela sociedade para aprisionamento do corpo que não estão claramente explicitas, ou seja, repressões de desejos sexuais naturais do ser humano. Foi apresentado também algumas transformações que a sexualidade sofreu com influência de normas e leis da sociedade.
Partindo destas idéias, houve uma possibilidade de evidenciar novos conceitos que clarificaram o entendimento do funcionamento destes mecanismos que reprimem e transformam a sexualidade.
O trabalho justificou-se, ainda, pela necessidade da psicanálise de obter conceitos e pensamentos atuais sobre: a formação da sexualidade, suas perversões, suas repressões e transformações. Sendo assim importante para o analista entender o funcionamento destes mecanismos, que muitas vezes estão presentes em discursos de seus pacientes.



Desenvolvimento
Foi solicitada uma lista de livros para a realização deste trabalho. Estes livros não foram adquiridos pela instituição. Porém, este projeto pode ser realizado através do auxilio da internet, de aquisições pessoais tanto minha como da orientadora e do empréstimo de livros da biblioteca da Unesp. Foram realizados levantamentos bibliográficos e estudo de textos nas seguintes áreas de conhecimento: psicanálise, psicologia, antropologia e sociologia. Também foram analisadas outras formas de informação, tais como: revistas de divulgação, jornais e sites.
Com esse material, apresentado reunindo estas áreas de saber, pude realizar a construção de o texto a seguir.


Resultados
O ser humano diferente dos demais animais possui uma característica bastante interessante envolvendo a sexualidade. Esta tem como importante aspecto sua energia libidinal, que é responsável por nos impulsionar a vida, e que sofre algumas modificações para viver em sociedade. Estas transformações propiciam a formação do psiquismo visto que esta energia foi utilizada para a formação de sua personalidade, ou seja, é da libido, uma das formas que a psicanálise se utiliza para entender o psiquismo do homem.
A repressão exercida pela sociedade sobre indivíduos é um assunto muito discutido pela psicanálise. Segundo Freud (1969): “Nossa civilização repousa, falando de modo geral, sobre a supressão dos instintos. Cada indivíduo renuncia a uma parte dos seus atributos: a uma parcela do seu sentimento de onipotência ou ainda das inclinações vingativas ou agressivas de sua personalidade. Dessas contribuições resulta o acervo cultural comum de bens materiais e ideais. Além das exigências da vida, foram sem dúvida os sentimentos familiares derivados do erotismo que levaram o homem a fazer essa renúncia, que tem progressivamente aumentado com a evolução da civilização” (p. 74). A civilização é assim, tudo aquilo em que a vida humana se elevou acima de sua condição animal.
Essa renuncia, que envolve os sentimentos familiares, é característica do homem que tem a capacidade de trocar seu objetivo sexual por outro, não mais sexual, o que para a psicanálise recebe o nome de sublimação. Esses novos rumos favorecem a criação do acervo cultural onde: “As extraordinárias realizações dos tempos modernos, as descobertas e as investigações em todos os setores e a manutenção do progresso, apesar de crescente competição, só foram alcançados e só podem ser conservados por meio de um grande esforço mental.” (Freud, 1969 p. 127)
Sabemos também da importância das normas sociais que atravessam a subjetividade buscando reprimir os instintos em troca de uma possível harmonia nas relações interpessoais. Elas são necessárias, visto que naturalmente o homem tem tendências destrutivas e, portanto anti-sociais e anti-culturais, que justificam a existência de leis que visam ajustar suas relações e a satisfação de suas necessidades. Além de que, graças a essa renuncia, a energia libidinal pode tomar novos rumos que favoreceram a criação da sociedade e seus bens materiais.
Porém, as barreiras impostas ao indivíduo como conseqüência de sua vida civilizada, trazem grandes prejuízos à sua saúde psíquica, pois são responsáveis por patologias ao utilizar a energia reprimida para outras finalidades, criando fenômenos substitutivos, como as neuroses, que surgem em conseqüência da supressão do instinto e colocam em risco sua saúde. Conforme aprendemos nos estudos psicanalíticos, os sintomas neuróticos são, em sua essência, satisfações substitutivas para desejos sexuais que não foram realizados.
É possível apontar ainda, outros aspectos sociais que se referem a construção social dos mecanismos de repressão, segundo Birman (1999) os Estados modernos pretenderam estabelecer que a riqueza das nações não estava definida apenas pela presença de recursos naturais no seu território, mas principalmente pela qualidade de sua população. Por isso mesmo, a medicalização do social foi o caminho fundamental para a construção do ideário da biopolítica. Nesse contexto, os cuidados com a saúde da população, no sentido amplo, definiram as linhas fundamentais daquele ideário, pois com isso se estaria construindo uma população mais saudável para o enriquecimento das nações.
Também é de responsabilidade na formação dos mecanismos repressores da sociedade, o que podemos encontrar como controle dos corpos, criado através da ciência da sexualidade. Este teve por muito tempo o objetivo de receitar normas de boas condutas em relação a vida sexual, como nos aponta Giddens; “ Para Foucault, a invenção da sexualidade foi parte de alguns processos distintos envolvidos na formação e consolidação das instituições sociais modernas. Os Estados modernos e as organizações modernas dependem do controle meticuloso das populações através do tempo e do espaço. Tal controle foi gerado pelo desenvolvimento de uma anatomo-política do corpo humano – tecnologias de controle corporal que visam ao ajuste, mas também a otimização, das aptidões do corpo. A anatomo-política é, por sua vez, uma questão central no reino do biopoder mais amplamente estabelecido” (p.31). A ciência, mesmo que propondo muitas vezes a liberação sexual, faz parte do mesmo mecanismo de poder que ela denuncia, pois ao estipular normas de conduta, mesmo acreditando serem estas as melhores possibilidades de comportamento sexual, aprisionam o que de natural nos é dado ao ser humano.
Para que melhor sejam esclarecidos estes aspectos apontados por Foucault nos reportamos à idéia de Giddens (1996). Ele diz que “ como a loucura, a sexualidade não é um fenômeno já existente, aguardando análise racional e correção terapêutica. O prazer erótico se transforma em sexualidade à medida que a sua investigação produz textos, manuais e estudos que distinguem a sexualidade normal de seus domínios patológicos”(p.30).
A formação dos laços matrimoniais, necessidade esta que teve estreita relação com condições econômicas de nossa sociedade a partir do século XVII e XVIII , teve grande influência na criação destes mecanismos de controle. Segundo Giddens (1996):
“O lar passou a ser considerado um ambiente distinto, separado do trabalho, e, pelo menos em princípio, converteu-se em um local onde os indivíduos poderiam esperar apoio emocional, em contraste com o caráter instrumental do local de trabalho. Particularmente importantes em relação à sexualidade, as pressões para se constituírem famílias grandes, características virtuais de todas as culturas pré-modernas, deram lugar a uma tendência a se limitar de uma forma rigorosa o tamanho da família. Tal prática, aparentemente uma estatística demográfica inocente, colocou um dedo no gatilho histórico, no que dizia respeito à sexualidade.”(p.36). É assim a partir desta concepção de família, que a sexualidade ganhará novos rumos não mais naturais.
Pode-se evidenciar também com a moral imposta pelas idéias religiosas, tais como a cristã e a protestante, um controle sexual sobre o ser humano. Segundo (Birman,1999): “ Como se sabe, essa moral se ofende diante de qualquer excesso sexual, seja este para o bem ou para o mal. Desde que a moral protestante veio ao mundo, na aurora do século XVII, o erotismo pagou um preço bastante alto por isso. Com efeito, nos países de tradição reformada, a dita moral sexual civilizada instituída foi a responsável pela doença nervosa dos tempos modernos, que, como se sabe, foi resgatada por Freud enquanto forma psíquica de sofrimento ligada aos impasses eróticos dos indivíduos” (p.189).
Algo mais que nos remete a pensar a formação da sexualidade, são os métodos contraceptivos que marcam efetivamente uma separação da reprodução com o sexual. É através desses métodos que podemos passar a outro ponto deste estudo e demostrar brevemente o aprisionamento do corpo em conseqüência desses aspectos e dos mecanismos de repressão acima citados. Estes adventos possibilitaram uma profunda transição na vida pessoal, tanto da mulher como do homem que podem assumir sua sexualidade de diversas maneiras tornando-a uma propriedade do indivíduo. O corpo passa com isso, a exercer um papel fundamental, como “campo de batalha” destas diversas maneiras que possivelmente a sexualidade possa ter, o que pode-se notar atualmente com a grande preocupação com a aparência física.
Os mecanismos externos aqui comentados implicam um atravessamento dos aspectos internos do homem, que podem ser entendidos sob a óptica da fantasia. O lugar conferido à sexualidade vai um pouco mais além do que até agora já foi apresentado. “... pelo imaginário do senso comum e pelo discurso, a psicanálise ultrapassa o registro estrito do comportamento ao se referir ao sexual. Com efeito, a sexualidade se inscreve na fantasia, antes de mais nada. Esse é o campo por excelência do erotismo. Não existiria, pois, sexualidade sem fantasia, sendo essa a sua matéria-prima. Seria, então, a partir da fantasia como fundamento que a sexualidade poderia assumir formas comportamentais diversificadas”(Birman, 1999, p.22).
É através da sexualidade feminina que a psicanálise tem seu inicio, com a histeria, que em nossa cultura hoje ganha novos nomes, mas que mantém na mulher, através das fantasias internalizadas, o “palco” desse espetáculo que é o sofrimento humano em virtude das condições de nossa civilização. “Conta, pois a lenda e as boas narrativas existentes sobre a história da sexualidade que as damas de então eram muito mais livres do que as da modernidade. Podiam gozar com uma desenvoltura erótica capaz de fazer corar as supostas jovens emancipadas da melancólica modernidade, na qual a figura da mãe sobrepujou quase completamente e dominou a figura erótica da mulher. Além disso, a figura do homem reforçou os atributos do seu poder, tanto no registro sexual quanto no erótico. Aquele passou a ser o signo da sexualidade, pois não foi silenciado no seu erotismo como se passou com a mulher.”(Birman, 1999, p.185)
É através do feminino que este estudo pretende abrir novas idéias para posteriores trabalhos, pois: “Para nós, contudo, as mulheres se rebelam com vísceras, ferindo de morte o machismo e a falicidade institucionalizados com a modernidade. Não poderia ser diferente, pois a identificação da mulher com a maternidade se constituiu na virada do século XVII para o XVIII e a mulher-objeto foi o seu contraponto necessário. Trata-se, pois, de invenções retóricas muito recentes na tradição ocidental. Por isso mesmo, a rebelião feminina se impõe e é implacável. A mulher é tão devastadoramente inexorável no seu gesto trágico e limite, quanto a implacabilidade absoluta que a instituiu nas figuras da mulher-mãe e da mulher-objeto no ato fundador da modernidade, que a esvaziou de uma parcela significativa da substância erótica do seu ser, da sua feminilidade.” ( Birman, 1999, p.196)
O que Freud chamou de mal-estar da civilização avança cada dia mais e toma novas formas mais complexas, pois: “... os processos sociais de normalização sexual impediram de tal maneira o erotismo que, em seguida, tornou-se quase impossível perceber as qualidades positivas da histeria. A dessexualisação atingiu, assim, níveis tais que a histeria se tornou pura negatividade, ou ainda, reivindicação fálica permanente. É pena, já que isso indica de maneira eloqüente o eclipse do erotismo no final do milênio.“ (Birman, 1999, p.216). O corpo ganha destaque numa “sociedade do espetáculo”, onde as pessoas precisam marcar no corpo a construção de suas identidades. A sexualidade ganha novos campos de representações, como por exemplo o virtual, onde a procura na Internet por assuntos relacionados a sexo vem sendo a maior entre todas as outras. É através desse campo virtual onde a sexualidade pode ser inscrita que proponho um posterior estudo, visto que o numero de usuários aumenta em grande escala junto aos processos de globalização mundial.
Conclusões
O presente projeto pode concluir que o corpo ganha destaque numa “sociedade do espetáculo”, onde as pessoas precisam marcar nele a construção de suas identidades e a sexualidade ganha novos campos de representações muito diferentes do que seria se o ser humano tivesse seguido um curso natural sem as repressões exigidas pela sociedade.
A hipótese levantada poderia ter aprofundado mais em outras circunstancias de maior incentivo científico, ou seja, caso os materiais tivessem sido fornecido junto a bolsa na qual nunca recebi por diversos motivos não muito claros, mesmo sendo esta de valor pouco incentivador. Porem uma idéia ainda pode ser formulada sobre o aprisionamento do corpo e a formação da sexualidade tal como foi apresentado.

Referências Bibliográficas
BIRMAN, Joel. Cartografias do feminino. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999.
FOULCAUT, M. A historia da sexualidade 1: a vontade de saber. RJ:Ed. Graal, 1985.
FREUD, S(1918) O Tabu da virgindade. Apud. Edição Standart brás. Das obras completas v11, p. 175-192. RJ: Ed imago, 1997.
______ O mal-estar na civilização. In: FREUD, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969.
______ O futuro de uma ilusão. In: FREUD, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969.
______. Moral sexual civilizada e doença nervosa moderna. In: FREUD, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969.
GIDDENS, A, A transformação da intimidade: sexualidade, amor & erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Ed Universidade Estadual Paulista, 1996.
JACARANDÁ, R. F. Michel Foucault, espaço do mundo: a ética do cuidado de si como prática da liberdade. Apud Phronesi: revista de ética, 6 (1), janeiro-junho 2004, p. 223-241.
MURARO, R. M. Sexualidade da mulher brasileira e classe social no Brasil. Petrópolis: Ed vozes, 1983.
NOVAIS, A. (et al.) O Olhar. SP: Ed. Companhia das Letras,1988.



AUTOR: JOÃO RENATO C. PAGNANO